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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Quaresma vs Benfica - Exibição Analisada ao Pormenor


Domingo de Clássico, dia de estreia de Ricardo Quaresma no segundo ciclo de dragão ao peito. Foram 34 minutos e já com muito para contar. Ainda sem capacidade física para fazer a diferença, é verdade, mas com apontamentos de excelente qualidade técnica e um momento de grande importância e polémica na definição do Benfica-FC Porto.
Comecemos por aí. Minuto 74: Quaresma conduz a bola até à área, sobre a direita, cai e pede falta. O árbitro nada assinala, mas faz mal. Há penálti claro de Garay sobre o Mustang.
Antes e depois, apesar de muito interventivo, Quaresma não foi capaz de carregar o FC Porto às costas. Mais vítima do que réu, sim, pois os dragões perderam pelo caminho Danilo, devido a expulsão.
Paulo Fonseca mandou Quaresma aquecer logo no início da segunda parte e lançou-o aos 56 minutos. Saiu Licá. Na primeira ação, vê logo um cartão amarelo. A entrada deslizantes não acerta em Matic, mas obriga o sérvio a saltar para evitar o choque. Ainda assim, um exagero do árbitro.
No minuto seguinte, um excelente apontamento. Com um passe de trivela, à sua maneira, consegue isolar Jackson Martinez. O árbitro, novamente mal, interrompe para assinalar uma falta posterior de Enzo Pérez. Amarelo para o argentino.

Fonseca pede para Quaresma ficar sobre a direita, passando Silvestre Varela para a esquerda. É por esse flanco que faz as quatro ações seguintes. Minuto 63, dribla para o meio e permite o roubo de Siqueira; minuto 65, lança Jackson em velocidade e Jan Oblak antecipa-se ao colombiano; minuto 66, segura a bola e ganha um lançamento lateral; poucos segundos depois, pede falta à entrada da área e Soares Dias nada considera.
O FC Porto procurava reduzir a diferença no marcador, sem criar grandes problemas a Oblak. Antes de ter sido derrubado por Garay dentro da área, conforme apontámos no primeiro parágrafo, Quaresma tem mais três ações pouco influentes.
Primeiro faz uma boa receção na linha, antes de permitir o corte de Rodrigo; logo a seguir atrasa, com um passe rasteiro, para Otamendi e, finalmente, parece isolar-se, mas vê Garay a fazer o carrinho e a ainda ganhar o lançamento lateral.
Com a expulsão de Danilo, Quaresma passa da direita para a esquerda. Varela passa a fazer todo o flanco direito.
Até ao fim, a bola chega-lhe muitas vezes aos pés e Quaresma desaproveita a esmagadora maioria dos lances. Começa por perder um duelo com Maxi Pereira e faz falta; aos 80, arranca em velocidade e perde para Markovic. O Mustang não mostra intensidade no pique.
O erro atenua o entusiasmo e Quaresma deixa de arriscar. Aos 81 faz uma tabela boa com Alex Sandro, aos 84 entrega de primeira para Carlos Eduardo e aos 85 cruza para Luisão afastar de cabeça.
Mais dois momentos antes do fim. Embrulha-se com Markovic, mas resiste e evita o segundo cartão amarelo; mata a bola no peito, com carinho, e toca para Alex Sandro.
Apito final. Ricardo Quaresma será sempre uma mais-valia, assim queira. Na Luz mostrou não ter ainda explosão para ganhar duelos individuais; a refinada qualidade técnica ajuda a disfarçar limitações noutros capítulos.

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