quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Beskitas perde com o Porto para a Liga Europa


Quaresma ainda lesionado viu da bancada o Porto vencer, esta quinta-feira, o Besiktas na Turquia e deu um passo importante para a passagem à fase seguinte da Liga Europa, comandando agora isolado o Grupo L, com três vitórias em outros tantos jogos. Num jogo de grandes emoções, Falcao, antes da meia hora, inaugurou o marcador na sequência de um canto e teve ainda um golo mal anulado pelo árbitro Carlos Gomez. Ainda antes do intervalo os dragões ficaram reduzidos a dez elementos, com a expulsão de Maicon.
Ao intervalo Falcao deu o lugar a Otamendi e o protagonismo do colombiano passou para Hulk. O avançado brasileiro, numa noite em cheio, bisou na partida, com dois golos plenos de oportunidade, e ajudou a abrilhantar a festa azul e branca no inferno turco.Já com nove jogadores, com a expulsão por acumulação de amarelos de Fernando, o FC Porto consentiu o primeiro golo nas competições europeias esta época. Bobó, já em tempo de compensação, aproveitou um desentendimento da defensiva portista para fazer o golo de honra.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quaresma na TV7 Dias desta semana



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Entrevista de Quaresma ao jornal Público


PÚBLICO - Está em Portugal a recuperar de uma lesão. Vai estar pronto para defrontar o FC Porto na Liga Europa, no dia 21?
QUARESMA - Infelizmente não. O primeiro exame que fiz dava três semanas de paragem e não esclarecia bem que tipo de lesão era. No segundo, que já fiz na clínica do Gaspar [fisioterapeuta da selecção], confirmou-se que era uma rotura e a paragem de quatro a cinco semanas. Mas para o segundo jogo com o FC Porto espero estar em condições.

Já pensou no que irá sentir quando regressar ao Estádio do Dragão, em Novembro?
Vai ser estranho para mim. Como profissional, tenho de passar por cima disso e fazer o meu melhor. Sentimentos, claro que vou sempre ter. Foram quatro anos de felicidade e a ganhar muita coisa. Houve bons e maus momentos, mas os bons é que ficam na memória. Vou ter sempre um carinho pelo FC Porto.

É verdade que renasceu desde que foi jogar para a Turquia?
Isso sem dúvida. Porque no Inter de Milão perdi - ou tiraram-me - a alegria, a felicidade e confiança que tenho em jogar futebol. E, neste momento, o Besiktas deu-me tudo o que eu precisava para jogar.

Porque diz que, no Inter, lhe tiraram a alegria de jogar futebol?
Durante duas épocas passaram-se muitas coisas. Comigo e com várias pessoas do clube. Deixei de ser opção, deixaram de me convocar, puseram-me um pouco à parte.

Mas o treinador era Mourinho... Acha que ele foi injusto consigo?
Não sei! Houve muita coisa estranha que ainda não percebi. É verdade que eu me sentia um jogador à parte. Se no Inter acordava a chorar para ir para os treinos, hoje acordo a sorrir para ir treinar.

Fez 27 anos em Setembro e, para quem acompanha a sua carreira, fica a ideia de que o seu talento não tem sido aproveitado em boa parte. Por culpa própria, injustiças ou um misto das duas?
Um misto. Não vou estar também só a culpar as pessoas, até porque temos de saber lidar com algumas coisas. No Barcelona era jovem de mais e no Inter foi o que se sabe.

Mas não tem gerido mal algumas opções? Saiu do Sporting com 20 anos e escolheu o Barcelona, quando o seu empresário defendia que o Corunha seria a melhor opção para progredir. A verdade é que não se afirmou e teve problemas com Rijkaard...
A vida é um risco. E todos nós temos sonhos que queremos perseguir. E se, nesse sonho, surge o Barcelona e o Corunha, quem não escolheria o Barcelona?

O Barça pagou seis milhões e a cedência de Rochemback no mesmo ano em que o Manchester United pagou 15 milhões para ter o seu amigo Cristiano Ronaldo... Vocês eram duas promessas de valor idêntico, mas a progressão na carreira tem sido bem distinta.
Sim, eu percebo, mas há sortes diferentes. O Manchester é um clube que tem paciência e que sabe trabalhar com os jovens e eu entrei no Barcelona numa fase em que as coisas não estavam a correr bem ao clube. Depois, foi tudo a jogar contra mim, a começar pelo dinheiro que tinham pago. Era muito jovem e não estava preparado.

Hoje seria diferente?
Claro, muito até. Com 27 anos, uma pessoa está mais forte e preparada.

Depois da Catalunha, o Porto funcionou como porto de abrigo? Esteve quatro épocas no Dragão, fez 112 jogos e marcou 32 golos...

Sinceramente, a única coisa que preciso, seja onde for, é sentir-me útil a uma equipa.

Mas, no início, também teve problemas com Co Adriaanse, que o chegou a deixar de fora. Até se disse que só voltou a jogar porque começou a respeitar a obrigação de colaborar defensivamente...

Isso não tem nada a ver. A verdade é que chegou um momento em que as coisas não estavam a correr bem a Adriaanse. E, se formos a ver, eu passei para o "banco", tal como o Pepe passou e o Paulo Assunção. Jogadores que acabaram por vir a dar muito ao clube. A idade e a vida ensinam-nos muita coisa. E, nessa altura, eu já tinha aprendido o suficiente para lidar com a questão. O essencial é que precisava de me sentir útil. Porque não é um treinador que nos vai dar o talento. Ou temos ou não temos. O importante é um treinador saber lidar com os jogadores e acho que os que encontrei nos dois últimos anos não souberam lidar comigo.

Jesualdo Ferreira, que já treinou com jogadores como Zidane, chegou a confidenciar-nos que nunca tinha trabalhado nos treinos com ninguém tão dotado como o Quaresma. Mas acrescentava a dificuldade em retirar-lhe o mesmo rendimento nos jogos. Mesmo assim, dizia que você tinha uma participação em mais de 50 por cento nos golos... Pode explicar isto?
Nunca dei azo a que nenhum treinador me criticasse em termos de aplicação nos treinos. Sempre gostei muito de treino. Gosto de experimentar coisas que possa depois pôr em prática nos jogos.

Jesualdo disse-me que nunca viu ninguém tão forte no treino a um ou dois toques nem a controlar a bola nas situações mais difíceis...
Ele também teve essa conversa comigo. Mas nos treinos há mais espaço e menos pressão.

Mas não é também uma questão de critério, de querer jogar um pouco para as bancadas nos jogos?
Nos jogos é tudo diferente. O ritmo, a intensidade... Por vezes não há opções de passe e é obrigatório improvisar. E, quando assim é, o risco de cometer erros é maior.

Não concorda então quando se diz que é mais disciplinado técnica e tacticamente nos treinos do que nos jogos?
Sinceramente, não. Jogo como treino. Agora, pelas razões que já expliquei, há momentos em que arrisco mais nos jogos do que nos treinos.

Não se arrependeu de ter forçado a saída para Milão, quando o seu empresário estava inclinado em transferi-lo para um Chelsea que acabara de contratar Scolari?
Na altura, não. Porque tinha o desejo de ser treinado pelo melhor do mundo... para muitos. Mas, se me perguntar hoje em dia... a coisa de que mais me arrependi na vida foi de ter ido para o Inter.

Porque nunca caiu nas boas graças de José Mourinho?
Não lhe sei responder a isso. As pessoas só contam o que lhes convém, mas eu vi muita coisa naquele clube e achei muita coisa estranha em relação a mim.

O que aconteceu realmente?
Muita coisa. Quando lá cheguei, percebi que só tinha sido contratado porque o Mourinho me queria. Mais ninguém me queria. E, de repente, deixei de jogar. Sei que houve jogos que não me correram bem. Não posso dizer o contrário. Mas um treinador que me vai buscar, que faz força para me meter no clube e depois não me ajuda na fase em que eu mais precisava de ajuda...

A imprensa italiana não demorou a questionar os 20 milhões, mais a cedência de Pelé, pagos ao FC Porto. Chegaram a atribuir-lhe o "Il Bidone d"Oro", prémio atribuído ao pior negócio do calcio... Foi duro lidar com isso?
Isso até não. A pressão da imprensa a mim nunca me assustou. Porque, se me assustasse, não sei como conseguiria render na Turquia, onde há uma data de jornais desportivos, uma imprensa que nos segue para todo o lado e adeptos que gostam de futebol como nunca vi. Acho que, no futebol, não há nenhum lugar com tanta pressão como na Turquia. Isso a mim nunca me assustou, ao contrário do que quis passar o mister Mourinho, quando veio para a televisão dizer que eu me assustava com os adeptos do Inter. É mentira. Agora, é verdade que passei em Itália uma fase complicada na minha vida. E, se calhar, era aí que eu precisava de ajuda. Não a tive.

Acabou por ser emprestado ao Chelsea, de onde não demorou a sair Scolari. Ou seja, mais uma opção que não lhe correu bem...
[risos] Acho que tive dois anos em que mais valia ter fechado os olhos e só acordar agora. Tudo o que eu fazia corria mal. Até na saída do Scolari tive azar. Um dia antes do fecho das inscrições, o Mourinho ligou para o meu empresário a dizer que já não contava comigo e que eu ia para o Tottenham. Eu disse que não ia. Respeito o Tottenham, é um grande clube e agradeço o interesse, mas respondi que para ali não ia. E, nisto, surgiram o Chelsea e o Scolari. Fui, fiz um jogo e, no dia a seguir, o Scolari foi despedido... A partir daí, acabou o Quaresma outra vez. Foram dois anos terríveis. Mas cresci ainda mais e, por tudo o que passei, hoje já nada no futebol me assusta.

Voltou ao Inter, mas continuou a contribuir pouco para os títulos ganhos... Prosseguiu o calvário?
Acho que até piorou. No primeiro ano ainda tive oportunidades, mas no segundo praticamente não joguei. É verdade que eu não estava numa boa forma. Vi a gravação de jogos em que não acreditava que era eu. E regressar foi o pior erro que cometi na vida. Mas, lá está, queria mostrar o meu valor. E várias pessoas disseram-me para eu voltar porque as coisas iam ser diferentes. Afinal, ainda foi pior.

domingo, 17 de outubro de 2010

Video da entrevista de Quaresma ao Site Maisfutebol

Besiktas perde com Manisaspor


Coincidência ou não desde que Quaresma saiu da equipa por lesão o Beskitas tem perdido todos os jogos. Desta vez mais uma derrota para o campeonato, perdeu em casa por 3-2 com o Manisaspor. Quinta-feira vão defrontar o Porto para a Liga Europa e tendo em conta a forma das duas equipas não vejo outro resultado senão a vitória dos dragões.

Quaresma, rei de popularidade na Turquia


Ricardo Quaresma, jogador do Besiktas, adversário do FC Porto na Liga Europa, foi considerado o desportista mais popular da Turquia durante o mês de Setembro. De acordo com um estudo do Media Tracking Center (MTC), o jogador português manteve a posição que tinha conquistado em Agosto, beneficiando das boas exibições realizadas, em particular no dérbi com o Fenerbahçe. Ainda de acordo com o mesmo estudo, Quaresma foi objecto de notícias na Imprensa turca mais de seis mil vezes, ficando à frente de Arda Turan, jogador turco do Galatasaray, mas também de Guti, companheiro de equipa no Besiktas. Curiosamente, apesar da popularidade de Quaresma, o Besiktas não é o clube mais popular da Turquia. De acordo com o mesmo estudo da MTC, o trono pertence aos eternos rivais do Fernerbahçe...

1 Ricardo Quaresma 6.064 8.027 -24
2 Arda Turan 6.004 3.911 54
3 Guti Hernandez 5.828 6.614 -12
4 Alex De Souza 4.603 4.749 -3
5 Emre Belezoğlu 3.807 4.480 -15
6 Deivson Rogerio Da Silva 3.586 3.016 19
7 Fatih Tekke 3.077 269 1.044
8 Mehmet Aurelio 2.978 2.724 9
9 Volkan Demirel 2.830 3.567 -21
10 Marcio Nobre 2.658 2.030 31

sábado, 16 de outubro de 2010

Social - Ricardo Quaresma: "Se for meu vou assumir"



A recuperar, em Lisboa, de uma lesão e antes do embate com o "seu" FC Porto, o futebolista do Besiktas abriu o coração à NTV e falou do polémico teste de ADN que fez em Setembro. E também das saudades da família, da vida na Turquia, de Paulo Bento e da Selecção Nacional...Tranquilo e sem nada a temer. É assim que Ricardo Quaresma encara os desafios que tem pela frente. Prestes a saber o resultado do teste de ADN a que exigiu ser submetido no início de Setembro, o jogador promete assumir as suas responsabilidades caso se prove que é mesmo o pai de Ariana, de seis meses, filha da ex-namorada Cátia Costa. "Ainda não há resultados, mas eu fiz o que tinha que fazer. Nunca escondi de ninguém que se [o bebé] for meu vou assumir e não lhe vai faltar nada", garante o futebolista do Besiktas em exclusivo à Notícias TV.A recuperar de uma lesão muscular em Lisboa, o jogador tem aproveitado para se inteirar do estado do processo de investigação de paternidade. E espera que tudo se resolva rapidamente."Obviamente que estou ansioso por saber se é ou não minha filha, até para saber o que posso fazer. Só quero é ter certezas", atira, reconhecendo que todo este caso "já mexeu muito" com ele. Ponderado nas palavras, o antigo extremo de Sporting e FC Porto aguarda com serenidade o desfecho. "Sinto-me mais equilibrado, os últimos dois anos também me fizeram aprender muito como homem, vamos aprendendo, a vida vai-nos ensinando muita coisa e tornou-me uma pessoa ainda mais forte. Ensinou-me a encarar as coisas de maneira diferente. É por isso que eu hoje em dia não tenho receio de nada", acrescenta.

Soube que ia ser pai por SMS

Quaresma e Cátia Costa, a mãe de Ariana, namoraram durante cerca de dois anos. Segundo notícias publicadas em Abril, o futebolista terá sabido que era pai através de uma mensagem por telemóvel numa altura em que o namoro já tinha terminado. Como o extremo tinha dúvidas em relação à paternidade, pediu ao tribunal para fazer um teste de ADN.

A matar saudades da família

Lesionado desde 30 de Setembro, Ricardo Quaresma escolheu fazer a recuperação em Portugal. "Falei com António Gaspar [fisioterapeuta da Selecção Nacional] para ver se podia vir porque aqui é melhor para recuperar e também estar perto da família", justifica. E foi precisamente antes de mais uma sessão de tratamento na Fisiogaspar, conhecida clínica de fisioterapia lisboeta, que a Notícias TV chegou à fala com o craque, na terça-feira de manhã. Foi ali que Quaresma nos revelou como tem passado os dias por cá. "Estou a aproveitar para matar saudades da minha mãe e dos meus irmãos. Raramente estou com ela, porque a Turquia não é assim tão perto. Estou feliz", assume o jogador, que também já teve ocasião de se deslocar ao Porto para rever amigos: "Estive lá a ver a Selecção [no jogo contra a Dinamarca] e revi alguns amigos. Espero lá voltar com o Besiktas [para a Liga Europa]."

A adaptação a outro País e a outra cultura, garante Quaresma, até foi fácil. Ele que foi recebido como um ídolo pelos adeptos e está a corresponder com boas exibições, depois de dois anos complicados com José Mourinho no Inter de Milão. "Mudou tudo. Uma pessoa pode ter muito talento, mas se não tiver alegria, felicidade a jogar futebol e confiança em si mesmo, nunca vai a lado nenhum. Isso foi uma coisa que aprendi no Inter. Cheguei a desconfiar de mim, a perder tudo. Tudo o que tenho de bom eu perdi. No Besiktas voltaram a dar-me tudo, a alegria, a confiança... E sou feliz, sinceramente. Quando entro naquele estádio e sinto o carinho, a paixão, o amor que aquelas pessoas têm por mim, jogo o que sei e o que não sei", desabafa.

O jovem formado nas escolas do Sporting tece ainda largos elogios à Turquia, a terra que o acolheu. "O país é fantástico, obviamente que é uma mentalidade muito diferente da nossa, mas cada País tem a sua", começa por dizer.

Complicado mesmo, reconhece, é entender o que dizem os turcos. "O mais difícil acho que é a língua, porque se come muito bem. Têm bons restaurantes e boa comida. Agora a língua é que é um pouco complicada... Mas falam inglês e há muita gente que também fala espanhol. E também tenho um tradutor que anda sempre comigo... Se me safo em inglês? Safo-me, mas entendo melhor [o que dizem] do que falo (risos)".

O clube onde já é considerado uma estrela, o campeão turco Besiktas, também é alvo de um agradecimento especial por parte de Ricardo Quaresma. "Nunca me faltaram com nada, por isso é que eu digo que me sinto feliz ali. Em tudo o que precisei eles ajudaram-me, deram-me carro, ajudaram-me a encontrar casa...", remata, antes de posar para a fotografia e entrar finalmente na clínica lisboeta para mais uma sessão de recuperação, sempre com um objectivo em mente: voltar rapidamente à competição e continuar a maravilhar os adeptos com o seu futebol.»